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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pastor é acusado de enganar estudante baleada em universidade



Caso se lembrem, em 2003 a estudante Luciana Novaes ficou tetraplégica após levar um tiro no campus da Universidade Estácio de Sá no Rio Comprido, bairro do Rio de Janeiro. Sua família entrou na semana passada com uma notícia crime contra o pastor Jean Carlos Freitas, da Ordem dos Pastores Evangélicos Mundial. O salafrário tem distribuído panfletos em que pede doações para “ajudar” Luciana, mas a conta bancária divulgada para depósito é a do próprio pastor. Que tal isso?
Na notícia trazida pelo jornal O Globo, o safado alegou ter agido de boa-fé e diz que queria apenas ajudar a jovem. Informou ainda que já contratou um advogado para se defender da acusação de estelionato, mesmo porque safado sempre atrai safado pois a Força de atração gravitacional entre os bandidos se dá em razão direta de suas safadezas e em razão inversa de seus carateres.
A safadeza é tamanha que o presidente da Ordem dos Pastores Evangélicos Mundial, Eliezer Moura Barreto, afirmou que, até o esclarecimento da história, o acusado está suspenso. O caso foi registrado na 25ª DP. Considerando a velocidade da Justiça e a honestidade inerente no âmbito policial, faço uma idéia no que vai acabar isso.
Segundo ainda o jornal, e de acordo com a irmã de Luciana –  Jorgiane Novaes – Jean Carlos esteve há cerca de 20 dias na casa da família para fazer orações e, dizendo estar sensibilizado com a situação da estudante, teria pedido o nome completo e o número da conta bancária dela (opa!), alegando que faria uma campanha para arrecadar fundos para a compra de um Fiat Doblò adaptado. Dias depois, a família soube da distribuição de panfletos.
– Ficamos muito tristes. Como uma pessoa que – é pastor se presta a um papel desses? – lamenta Jorgiane.
Simples, minha filha: o cara é bandido. Bandido crente só pode ter qual profissão? Pastor!

ABSURDO: Pastor de Seita Protestante vende a "salvação" em troca de todos os bens dos fiéis

Uma pequena comunidade religiosa vem chamando a atenção dos capixabas. É a seita Tabernáculo Vitória, localizada no bairro Santa Tereza, região da Grande Santo Antônio, em Vitória (ES). O grupo, que se prepara e acredita que o dia do juízo final está próximo, é formado por famílias que vivem isoladas, sem contato com parentes, em uma espécie de condomínio fechado. Para fazer parte da igreja, elas se desfazem de todos os bens pessoais.
Mais de 200 fiéis vivem em 150 quitinetes em um prédio de cinco andares, que foi erguido em regime de mutirão. A instituição é presidida pelo pastor Inereu Vieira Lopes. Uma funcionária da igreja que, com medo de represálias, preferiu não se identificar, disse que os cultos são restritos aos membros da comunidade que moram nas quitinetes. “Todos os cultos são celebrados a portas fechadas”, contou.
. Para entrar e sair da comunidade é preciso se identificar pelo primeiro nome e olhar para uma das câmeras que ficam em frente ao portão principal. Quem entra e sai do local não fala com ninguém.
O que preocupa familiares e amigos dessas pessoas é o fato de que os fiés se desfazem de todos os bens pessoais. Tudo precisa ser entregue para a administração da comunidade. Muitos fiéis já venderam todos os bens que possuíam e entregaram o dinheiro para a igreja, em troca da “salvação”.
Foi o que aconteceu com o filho do marceneiro João Lopes. Ele conta que o filho, de 31 anos, há cerca de nove meses vendeu tudo que tinha para morar com a mulher e três filhos na comunidade. Segundo Lopes, ele vendeu a casa, um carro e uma placa de táxi e entregou todo o dinheiro, mais de R$ 200 mil, ao pastor Inereu. “Acho que eles sofreram uma lavagem cerebral. Como pode alguém entregar tudo que construiu em uma vida para seguir as promessas desse pastor?”, questiona Lopes.
Os parentes dos seguidores afirmam que o pastor Inereu e seu filho andam em carros de luxo. “De onde eles tiraram dinheiro para comprar esses carros, se ninguém pode trabalhar fora da igreja? E por que eles têm carros, se afirmam que só quem abrir mão dos bens materiais vai encontrar a salvação?”, questiona Lopes.
O delegado Lauro Coimbra, chefe da Delegacia de Defraudações e Falsificações, disse que só pode intervir na Igreja se algum dos fiéis procurar a polícia. “Para abrir um boletim de ocorrência nós temos que ter uma vítima. A polícia precisa de uma vítima que fale que foi enganada e que se sentiu lesada por ser induzida a se desfazer dos bens. Uma pessoa que fale que doou porque foi iludida, ludibriada e perdeu o dinheiro. Sem a vítima, não há crime”, explicou.
De acordo com o delegado, se surgir uma vítima, o pastor pode ser indiciado por vários crimes, como estelionato e falsidade ideológica. “As características são de um golpe. Mas a polícia fica de mãos atadas porque as pessoas estão lá dentro por vontade própria. E cada um faz o que quer com os bens que possui”, afirmou.
O pastor Inereu Vieira Lopes, responsável pela instituição, foi procurado para falar sobre a Igreja Tabernáculo Vitória, mas não quis dar entrevista.
fonte: Terra